Luis-Araujo_SOSHabitat24-Aug-2009

Na participação às entidades a quem cabe analisar o assunto está lá tudo. Só falta uma explicação convincente

De acordo com o portal Angola24Horas, o activista angolano de Direitos Humanos e dirigente do Associação SOS Habitat – Acção Solidária, Luís Araújo, terá apresentado ao Comandante da Esquadra da Policia Nacional do Benfica, Samba, Luanda, (com eventuais cópias ao Procurador Geral da Republica (PGR), ao Director Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e ao Director Provincial da Investigação Criminal – pelo que ninguém responsável poderá evocar desconhecimento da matéria) uma participação por eventual tentativa de atentado à sua pessoa.

Luís Araújo terá sabido do eventual acto através de um colaborador e funcionário da SOS Habitat que teria sido eventualmente convidado para “espiar” e, eventualmente, participar numa intentona contra o líder da SOS Habitat.

Na eventual participação judicial estará devidamente identificada a personalidade, que teria tentado “subornar” o funcionário da Associação SOS Habitat.

O acto em si, já naturalmente condenável, a confirmar-se – e aqui cabe à Polícia Nacional tomar todas as diligências necessárias de modo a levar o assunto até às últimas consequências e tomar as providências necessárias – torna-se ainda mais execrável porque o eventual denunciado será, segundo a denúncia, “um agente da investigação criminal, de origem da Província da Huila que se identificou pela língua nacional em que falaram como sendo de origem Nhaneca Humbi”.

Há que esclarecer rapidamente esta situação até porque não só está em causa uma vida humana como o respeito pelas Instituições que devem suportar um Estado mesmo que a proclamada e necessária Democracia possa ser só de fachada.

Não esquecer que Luís Araújo já terá feito esta denúncia pública, segundo terá afirmado na referida participação, quer através da Rádio Ecclésia – Emissora Católica de Angola quer através da Voz da América e, agora, através do portal noticioso Angola24Horas.com.

E, depois, há que não esquecer que a SOS Habitat tem estado activa na defesa dos desalojados e dos que têm visto algumas das suas terras serem “nacionalizadas” para provirem favorecimentos estranhos ao Estado Angolano…

Não bastas mostrarmos desenvolvimento económico se socialmente o Povo anda receoso por causa de pessoas que, eventual e episodicamente, andem a denegrir a imagem da Justiça Nacional.

E quando alguém, eventualmente, se identifica como sendo “agente da investigação criminal” só pode querer dizer que a Justiça não anda a ser respeitada!